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Mostrando postagens de julho, 2025

Fim do ser no fim do semestre: tempo e repetição

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(Salvador Dali – “Dali de Trás Pintando Gala de Trás Eternizada por Seis Córneas Virtuais Provisoriamente Refletidas por Seis Espelhos Reais” – 1973) O custo de um pensamento Esse texto não é apenas um respiro, é mais parecido com um exercício de respiração. Desde que se tenha em vista algo com o incômodo comparável a quase se afogar ao conseguir respirar enquanto se treina prender a respiração de baixo d'água. Como resultado, me parece que a parte mais interessante do texto está em percorrer justamente esses incômodos. Então, prezada interlocutora, fica o meu voto de que possa chegar até o final. Ponto de vista Nos últimos tempos percebi que seria necessário abrir mão de parte do tempo que dispunha a compromissos para criar melhores condições de pensamento. Claro que essa é uma posição arriscada nos tempos atuais: quem espontaneamente pensa ser bom abrir mão de algo? Mais ainda para uma atividade tantas vezes julgada, implicitamente, tão fútil quanto o pensar. Mas afinal, nessa so...

É frio escrever em Julho de 2025

"Levantei os olhos para ver quem falava. E apenas ouvi as vozes combaterem. E vi que era no Céu e na Terra. E disseram-me: Solombra"                                                      (Cecília Meireles) … e com isso segui. Seguindo: A vida é cheia de prazos ao mesmo tempo que nós mesmos sabemos que temos um, sem saber quando ele chega. O fim de um semestre não é o fim da vida, mas o fim da história acaba todo dia e o que fazemos ao fim? Onde deixamos o futuro? No fim do semestre ou no fim que damos ao dia? O tema da vida e da morte está presente na filosofia, nas religiões, na vida do trabalho, mas nos esquecemos constantemente deles. Somos forçados a esquecer? Esquecemos tanto que às vezes encontramos algo em sonhos, memórias escritas, em fotos, e até em lugares que paramos de procurar p...