Amarrando aquilo que escapa ao ser a(r)mado
Há muitos problemas para pensar no amor. Primeiro porque é um tema clichê – todos falam sobre amor – por que todos amam? Provavelmente, mas… então, é clichê por que é comum? Mas, por exemplo, o amor que é algo comum é universal? Não necessariamente, amar é algo bem diferente de uma condição universal, seja por que se amam de diferentes maneiras, tantas quantas possíveis, seja porque realmente existem muitas práticas ligadas ao amar. E, poderia haver algo de importante no amor que não seja sobre a sua incontável multiplicidade ou da sua singular importância na experiência humana? Talvez, e só talvez, por isso pode ser mais do que sobre relações e sim sobre histórias. Talvez amar, seja algo maior do que a atividade que o indivíduo – ou nós mesmos – podemos enxergar, seja por que é aquilo que acontece entre , aquilo que foi vivido em conjunto ou até aquilo que tenta-se contar; talvez seja justamente no registro, ou no esforço dele, ...