O tempo na ponta da língua
Os textos deste blog seguem um método, não uma inspiração. São tentativas de registros para capturar problemas emergentes no decorrer de minhas pesquisas e antes que eles se dissolvam no tempo, afinal nem tudo que se encontra ou pensa, se junta à tese. Mas até para compreender isso, é necessário certo método. Daí, o tom que emerge aqui é – com frequência – o da inquietação de quem tenta formalizar uma ideia lida, uma notação feita e até um rabisco. E, de fato, se a voz que mais se sobressai é a preocupada, o motivo vem justamente por ser preocupante o estado de quem vive escrevendo. Explicitado esse ponto, o texto surge em sua cena idealizada de leitura: uma manhã de domingo. É meu objetivo sair desse ponto e pensar em como é possível apresentar um problema interno, que involuntariamente veio a se constituir e quem sabe ter o prazer de relê-lo com a fruição que pode acontecer em uma manhã de domingo. Por que essa escolha? Bom, talvez isso possa ser respondido pela totalidade do texto,...